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Aprendendo com o semeador

Acredito que, como nos explica a parábola do semeador, a humanidade que habita este orbe está em um ambiente que ainda se deixa levar pelas intempéries do meio. Nesse mundo de provas e expiações, somos mais influenciados do que podemos imaginar e por isso mesmo, ainda necessitamos da dor como professor para nos conhecermos e entendermos as dinâmicas das reações dos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes em nossa vida e na vida a nossa volta. Assim, ignorantes que somos das leis divinas, não por não termos acesso a elas, mas, por teimarmos em não obedecê-las, nos expomos e, até mesmo um pássaro,  leva de nós a semente da felicidade.

Seja com o coração endurecido ou rochoso, quando não permitimos que penetre em nossos corações possibilidades de paz, compreensão e aceitação, demonstramos como nos relacionamos de forma superficial com o que já sabemos ou deveríamos saber. O esforço de ceder a amar e ser amado nos expõe ao sofrimento que vai, com muita ou pouca dor, nos ensinar a sermos mais flexíveis e entender o não julgar. Essa superficialidade que tratamos a Lei do amor, da justiça e da caridade faz com que nossas possibilidades no bem sejam  queimadas pelo sol. A nossa preguiça que nos impede de nos esforçarmos no bom combate e vencermos a nós mesmos, nos faz deixar para traz sementes que sequer percebemos que caíram.

Quando começamos a entender que a rigidez dos nossos preconceitos e conceitos nos afasta de quem amamos ou de nós mesmos, nos deparamos com os espinhos que nós mesmos plantamos e adubamos nas relações conosco, com o outro e com a divindade. Nesse momento, nossa consciência nos cobra para que nenhuma dor ou  espinho, infligida por nós ao outro, ou a vida, ou a nós mesmo, deixe de ter a devida assistência até sua completa solução. Normalmente, esse processo do aprendizado passa pelo ensinamento de vencermos nosso orgulho infantil.

Ainda sem perceber cada detalhe da existência, seja na presença de Deus nas grandes e pequenas coisas, teimando em achar que as sementes caem por acaso, chegamos a nos tornar solo fértil, onde descobrindo, ou seja, nos descobrindo, colocando a candeia no mais alto, nas nossas possibilidades do bem que podemos realizar, na nossa vida e na vida a nossa volta, iniciamos a prática das nossas angelitudes, agora descobertas, mesmo sempre presentes em nós.

Neste intervalo de tempo e espaço, amadurecemos e entendemos que, ainda infantis que somos, sequer chegamos ao local da semeadura. Já solo fértil, sentimentos controlados e canalizados no bem, olhamos para frente e nos deslumbramos a seara do mestre Jesus.

Somos sementes plantadas por Deus. O outro é semente plantada por Deus. Como recebemos essas sementes, se a deixamos ir ou serem queimadas, é  nossos livre arbítrio. Se, com dor ou com amor, nós amolecemos nossos corações é nosso livre arbítrio. Os espinhos são a colheita obrigatória do que semeamos. Nos aceitarmos solo fértil e observarmos a frente a seara do mestre Jesus é condição da Lei da evolução.

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